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  • Avessos e paradigmas Maio Fotografia 2017

    Maio Fotografia 2017
    AVESSOS E PARADIGMAS

    A exposição fotográfica, uma das sete que fizeram parte do projeto Maio Fotografia 2017, além de apresentar quatro trabalhos de fotógrafos renomados foi o feliz encontro do antigo com o novo, do clássico com o moderno. Esse intercâmbio de gerações e tecnologias possibilitou uma reflexão sobre o “fazer fotográfico”, os meios e motivações para se produzir imagens a partir de celulares sem perder a essência, forma e conteúdo. Concebida pela mObgraphia Cultura Visual [www.mobgraphia.com] e curadoria de Fausto Chermont, a mostra foi produzida apenas com smartphones pelos fotógrafos German Lorca, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e Penna Prearo, e exibe 60 fotografias inéditas.

    As séries apresentam o resultado do desafio proposto: a utilização de câmeras digitais de celulares pela primeira vez por estes artistas. Os ensaios realizados por fotógrafos que experimentaram grande parte das mudanças na fotografia no decorrer dos anos, bem como a migração das câmeras analógicas para digitais, é no mínimo surpreendente. Maureen Bisilliat através da sua "Tábua de Estórias" não nos revela nada novo sobre o Ceagesp, mas suas imagens instigantes nos fazem perceber novos jeitos de contar velhas histórias. Poética e ousada, Nair Benedicto foi longe ao buscar no tema "Apenas Mulher" inspiração nos grafites e colagens. Nosso eterno Foto Clubista German Lorca, apresentou "Retratos +" para nos mostrar que o que + importa não é a ferramenta e sim o olhar . E a "Penúltima Sessão" de Penna Prearo, mais do que uma homenagem a Leon Cacof, mostra a intimidade cinematográfica que reside em cada um de nós.

    Segundo um de seus criadores Cadu Lemos, “este projeto foi um divisor de águas na história da Mobgraphia. Apesar do movimento estimular a produção fotográfica e arte visual, ainda sofre muito preconceito" afirma, e define que toda a fotografia é mobile por essência. Para Lemos, ela se coloca como uma das principais ferramentas de comunicação da era digital, a medida em que está presente em todas as áreas, níveis e classes sociais. Na discussão sobre formatos o curador Fausto Chermont lembrou da máxima: “a melhor câmera é aquela que se tem na mão”.

    E o Maio Fotografia 2017 chegou ao fim em grande estilo. Depois de ter ficado durante o mês inteiro com exposições, workshops e encontros memoráveis, em seu último final de semana também comemorou os 47 anos do Museu da Imagem e do Som. O projeto, voltado para fotografia com curadoria do diretor do Museu e atual secretário municipal de Cultura André Sturm, é realizado desde 2012 e em 5 anos reuniu grandes e novos nomes, ensaios, discussões sobre a fotografia do Brasil e do mundo. A Arfoc-SP fez a cobertura de alguns desses encontros na edição deste ano no sentido de ampliar a discussão, acompanhar tendências e rever conceitos.

    texto Mônica Bento

  • Com 8 mil fotos, filme representa fotografia brasileira de esportes em Barcelona

    Baseado em 8 mil fotos, o curta-metragem Onipresença (00:09:25, Cor, 2016) retrata clássico do futebol entre Corinthians e Palmeiras de uma forma diferente, captando a emoção de cada fração de segundo através das fotografias. A obra foi selecionada para representar o Brasil no Offside Fest, um dos principais festivais de cinema de futebol que será realizado em Barcelona, no cinema Maldà, entre os dias 16 e 26 de março. O filme foi criado e dirigido pelo fotojornalista Anderson Rodrigues.

    O curta-metragem experimental é elaborado apenas com fotografias e coloca em discussão a produção fotográfica contemporânea por meio da linguagem dos repórteres do futebol brasileiro. A narrativa é baseada na apropriação de 8 mil fotos de 14 profissionais, além de fotos feitas pelo idealizador do projeto, presentes no clássico Corinthians x Palmeiras, dia 31 de maio de 2015, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, quando o alviverde derrotou o rival por 2 a 0.

    “É uma produção independente, sem apoio financeiro de governos, empresas e clubes. Os custos são altos para produção, valores de inscrições (dólar e euro, no exterior), além de viagens para promover nossa fotografia, cinema e futebol. Em Barcelona, o filme será exibido ao lado de grandes obras do mundo. Estou unindo esforços para ir aos festivais e falar sobre a cultura do nosso país”, disse Rodrigues.

    Sem interferir na dinâmica dos fotógrafos, o diretor cria uma ficção destacada pelo processo criativo durante um ano, que começou com a montagem “manual” da ordem cronológica das imagens (sem utilização de time code), passando pelo tratamento e edição discutindo a unicidade do olhar, escolha por apropriação de áudios e composição das trilhas inovadoras (samba com rock metal) até a finalização: uma narrativa que pretende questionar a autoria assim como a hibridização atual entre fotografia,televisão e cinema.

     

     

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    “Ao colocar diante do espectador, pretendo gerar indagações sobre a produção fotográfica contemporânea, a quantidade de arquivos e a hibridização com o vídeo. É um bombardeio de imagens e sons para gerar reflexões e debates”, diz o diretor.

    Onipresença também foi exibido no segundo semestre de 2016 em festivais de arte e cinema gratuitos no Brasil, Israel, Estados Unidos, Uruguai, Colômbia, Romênia e Bielorrússia, com prêmio na Colômbia (Festival de Artes Bugarte), em outubro de 2016, como melhor filme experimental e eleito pelo público como o 2º melhor na categoria curta-metragem durante o Cinefoot, um dos principais festivais de cinema de futebol do mundo e que foi realizado em dezembro no Museu do Futebol, em São Paulo.

    ficha tecnica 

    DIREÇÃO

    Anderson Rodrigues

    REPÓRTERES FOTOGRÁFICOS (APROPRIAÇÃO)

    Ale Vianna, Alessandra Cabral, Anderson Rodrigues, Cesar Greco, Claudinei Plaza, Davi Ribeiro, Fernando Donasci, Friedemann Vogel, Julia Chequer, Marcos Ribolli, Miguel Schincariol, Nelson Coelho, Reginaldo Castro, Rodrigo Gazzanel

    Rubens Cavallari

    fonte iphotochannel

     

     

  • Elliott Erwitt Vida de Cão

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    O lendário fotógrafo documentalElliott Erwitt, prestes a completar 89 anos, é conhecido mais por sua irreverência, do que fotos de celebridades e registros do dia a dia das cidades por onde passou. Mas foi seu faro observador do mundo canino que o destacou no cenário internacional. O resultado desse trabalho poderá ser visto na exposição Vida de Cão, que estreia na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp, no dia 4 de julho.A fim de propor reflexões bem humoradas e espirituosas sobre a relação entre os cães e seres humanos, a seleção do curador J oão Kulcsár reúne 50 fotografias, elencadas originalmente do livro DogDogs (1989): "ele consegue mostrar como nosso relacionamento com o melhor amigo do homem tem raízes na semelhança mútua e na emoção, sem deixar de lado o senso estético e crítico”, comenta Kulcsár. Ainda hoje, “o que mais lhe atrai na hora de registrar uma cena é a espontaneidade”, afirma. Durante o encontro em Nova York, realizado em junho deste ano, o próprio Erwitt gravou um v ídeo inédito, comentando um pouco sobre sua carreira, principais trabalhos e sua relação com o Brasil, para ser exibido exclusivamente na exposição.


    As imagens
     em preto e branco clicadas em vários países, incluindo Brasil, Inglaterra, França e Irlanda (entre 1946 e 2004), prometem encantar amantes dos caninos não apenas pela temática, mas pela comicidade escondida em cada foto, bem ao estilo de seu criador. Segundo Kulcsar, “ele usava o preto e branco como linguagem para expressar seu raro talento: provocar o riso sobre tudo, até sobre si mesmo”. Outra de suas marcas registradas é o uso da ilusão para “criar composições que parecem surreais ou improváveis à primeira vista”, completa. Desde seus primeiros trabalhos fotografando cães, Elliott Erwitt continua a surpreender com seus jogos de ilusão e composições inusitadas, que trazem à tona cenas do cotidiano pautadas no aspecto cômico da condição humana. 

    A exposição Vida de Cão é a terceira, de quatro exposições do SESI-SP em parceria com a Magnum Photos em 2017, para comemorar o aniversário de 70 anos da agência. O espaço fica aberto à visitação diariamente, com entrada gratuita, até 24 de setembro.


    SOBRE ELLIOTT ERWITT
    Membro da maior agência de fotojornalismo do mundo, a Magnum Photos, Elliott Erwitt nasceu em Paris, em 26 de julho 1928. Filho de russos, cresceu na Itália, e mudou-se para os EUA com 11 anos. Com 14 anos adquiriu sua primeira câmera, mas foi apenas nos anos 1950 que se tornou fotógrafo profissional, atuando tanto em publicações jornalísticas diversas, quanto como fotógrafo de peças comerciais. Em 1951, foi recrutado pelo serviço militar e assumiu vários deveres fotográficos enquanto servia em diferentes postos na Alemanha e na França. Anos depois, enquanto estava em Nova York, Erwitt conheceu o fotógrafo húngaro Robert Capa, que o convidaria a se juntar à Magnum Photos em 1953. Chegou a presidir a agência no final da década de 1960, mas a partir da década de 1970 voltou-se para o cinema, produzindo vários documentários e filmes. A fama e o reconhecimento por seu trabalho vieram graças aos registros em preto e b ranco tirados de forma irônica que preenchiam as situações mais simples do cotidiano com leveza e bom humor. SOBRE A GALERIA DE FOTOS 
    Inaugurada em janeiro de 2017, a Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp é gerenciada pelo SESI-SP, com uma programação voltada para a difusão da produção fotográfica como expressão artística e cultural. Em quatro exposições anuais, o espaço dá oportunidade a novos artistas e reverencia o trabalho de profissionais já consagrados.


    SERVIÇO 
    EndereçoAv. Paulista, 1313 - Cerqueira César, São Paulo - SP
    Telefone(11) 3528-2000
    Horário 



  • Maio Fotografia 2017 no Mis

     

     

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     Texto e fotos Monica Bento

    MAIO FOTOGRAFIA 2017
    MIS | Museu da Imagem e do Som  www.mis-sp.org.br
    Av Europa 158, Jd Europa +55 11 2117-4777

    13 de abril a 28 de maio de 2017

    Seguindo a programação do Maio Fotografia, evento anual que em sua sexta edição conta a história da fotografia, traçando um panorama da primeira foto tirada em 1826 às imagens produzidas e compartilhadas por smartphones , o Mis realizou em paralelo ciclo de conversa sobre duas exposições que merecem destaque a seguir: Revista Camera – A Fotografia dos séculos XIX e XX e Farida, um conto sírio. Com conteúdos e propostas visuais distintas, as duas mostras trazem a tona o papel da fotografia e mostram como a imagem pode ir além de sua concepção estética, documental ou jornalística. Os encontros foram marcados por presenças ilustres e emocionantes discussões sobre a fotografia de todos os tempos .

    A primeira exposição traz uma seleção de imagens da coleção da cultuada revista Camera (1966-1981). Dividia em dois períodos, séculos XIX e XX, podemos ver através das imagens o percurso da fotografia ao longo dos anos até chegar ao status de arte. A revista foi pioneira na formação de gerações de fotógrafos, criando tendências tanto nas publicações quanto no design gráfico, editada em três línguas (alemão, inglês, francês), com periodicidade mensal e distribuída em 35 países. Em seu acervo, com mais de 3 mil imagens entre documentos, negativos e impressões, constam nomes como André Kertész, Cartier Bresson, Robert Frank, William Klein, Josef Koudelka, Diane Arbus, Man Ray, Richard Avedon e muitos outros, sendo o Brasil muito bem representado por Maureen Bisilliat e Claudia Andujar.

    Definida como universal e poliglota, a revista ganhou fama na mão do visionário editor Allan Porter que durante 13 anos produziu verdadeiras preciosidades com sua ousadia e requinte editorial. Priorizando a qualidade de impressão e utilizando papel diferenciado, cada edição focava em um tema que era explorado por diferentes olhares e a revista era produzida como uma obra prima. Ter um trabalho publicado era o sonho de qualquer fotógrafo da época. Essencialmente artística, tinha poucos anúncios e mais espaço para ensaios, linguagens e narrativas visuais, dando visibilidade aos fotógrafos e projeção internacional. Para o psiquiatra suíço Wulf Rössler, detentor da coleção e amante da fotografia “não era apenas uma revista, mas uma escola ! Mudou minha forma de fotografar e ver a fotografia”. Com o que chamou de “tsunami de imagens” que temos hoje em dia, Rössler afirma que o que realmente interessa é o valor que a fotografia agrega: “mais do que mera representação da realidade, gosto da linguagem subjetiva, que pode ser sublime ou indireta, mas que nos revela o inconsciente daquela cena. Tem alguma mágica na arte que toca as pessoas, esse é o ponto”!

    Tentando aliar psiquiatria e fotografia, Dr. Wulf Rössler fez um link entre seu trabalho e sua paixão, propondo visitas guiadas à exposição para pessoas com problemas e transtornos mentais, usando a fotografia como instrumento de ação social e enfatiza: “a arte salva!”

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    Mais informações podem ser encontradas no site da European Society for the History of Photography, que traz um documentário especial sobre a revista e seu principal editor, além de todas as capas http://www.eshph.org/blog/2016/02/29/allan-porter-2/ e para tê-las nas mãos, exemplares podem ser folheados nas bibliotecas Mário de Andrade e da USP. Segundo Armando Prado, professor e ex-colecionador da revista, ela ainda é uma referência nos dias de hoje: “saber o que já foi feito e ter influências é muito importante para quem está começando. A pesquisa e o estudo são fundamentais na produção de um trabalho consistente, que tem um sentido, que tem algo a dizer”.

    Da história da fotografia para nossa história recente, a exposição Farida, um conto sírio é, antes de tudo, um conto de resiliência e dignidade. Narra a trajetória da família Majid, assim como tantas outras que tiveram que sair de seus países de origem em busca de uma vida melhor. Uma produção da Doc Galeria para o Maio Fotografia 2017, o encontro contou com a presença do fotógrafo Maurício Lima, integrantes da família Majid fotografada durante imigração da Síria para Suécia, Anemona Hartocollis jornalista do The New York Times e Mª Laura Canineu diretora da Human rights Watch no Brasil, com mediação da professora e crítica de fotografia Simonetta Persichetti. Durante toda palestra foram projetadas as 33 imagens que fazem parte da mostra e nos remetem a longa caminhada até a Suécia, que durou cerca de um mês.

    Farida que em árabe significa “única” é a mais nova integrante da família Majid, que dá nome ao trabalho e rendeu ao fotógrafo o Prêmio Pulitzer 2016 juntamente com outros três colegas também do The New York Times, na categoria fotografia de notícias pela cobertura. Lima começou a falar pedindo 1 minuto de silêncio em homenagem aos refugiados do mundo todo. Emocionado, frisou a importância do trabalho da imprensa na ajuda humanitária: “a partir do momento que as imagens são publicadas, esperamos alcançar pessoas influentes que possam ajudar a mudar o rumo da história. Acredito que contribuímos para que a família Majid conseguisse ser aceita na Suécia pelo impacto da matéria, em um grande veículo de repercussão internacional”. Segundo Mª Laura Canineu do human Rights Watch no Brasil, uma coisa puxa a outra: “o papel das ONGS é fundamental para adaptação dos refugiados dentro da nova realidade e a força da imagem e do jornalismo são muito importantes, porque mostram a realidade para o mundo, reforçando o trabalho das entidades”.

    Segundo a repórter americana Anemona Hatrocollis, o melhor jeito de se contar uma história é entender seu sentido: “acompanhar a família nessa travessia foi uma experiência inesquecível. Quando entrei na cobertura, a questão dos refugiados era algo vago para mim, mas esse trabalho deu um rosto a essa abstração. Hoje vejo o assunto com outros olhos e espero que o mundo reconheça a gravidade da situação”. Ao viverem tudo isso, puderam ter a dimensão do que estavam fazendo: “o choro das crianças dava um clima assustador, mas tínhamos um objetivo maior”. Para Maurício Lima direitos humanos é uma questão de empatia, de comprometimento e de se colocar no lugar do outro. Tinha uma tradutora com eles, mas muitas vezes bastava um olhar ou um gesto: “antes de ser fotógrafo eu sou um ser humano. A primeira reação é sempre fotografar, mas depois um tempo você percebe que tem que ser mais intuitivo, saber o que realmente quer mostrar”.

    Depois de passarem muito medo, agora a sensação é de vida nova. Agradecidos e profundamente tristes, a família exprimiu sentimentos de paz, esperança e o desejo de um dia poder voltar à Síria. Estão se adaptando a nova realidade, com todas as dificuldades de um recomeço, mas com a certeza de um futuro melhor para as crianças. No encerramento, a fala de uma das crianças da família deixou bem claro que a história continua ! 

     

     

  • Mauricio Lima no MIS em cartaz de 13 de abril a 28 de maio

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    Este ano, a mostra Maio Fotografia no MIS 2017 fica em cartaz de 13 de abril a 28 de maio, quando todos os espaços expositivos do Museu serão tomados por obras de artistas singulares e fundamentais na história da fotografia.

    Uma das exposições é Farida, um Conto Sírio, de autoria de Mauricio Lima, representado no Brasil pela DOC Galeria, que ganhou o Prêmio Pulitzer em 2016 com o ensaio da migração de refugiados do Oriente Médio rumo à Europa. Mauricio Lima é o primeiro brasileiro a receber este importante reconhecimento administrado pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que este ano completa 101 anos e é outorgado a pessoas que realizam trabalhos de excelência nas áreas da literatura, composição musical, jornalismo e fotografia.

    Farida, um Conto Sírio | Mauricio Lima

    O Espaço Redondo do Museu é ocupado pela exposição Farida, um Conto Sírio, do fotógrafo Mauricio Lima, que acompanhou por seis meses em 2015 a longa jornada de migração de refugiados do Oriente Médio rumo a Europa. O título da mostra, que conta com curadoria da alemã Elisabeth Biondi, alude ao nome do bebê que nasceu em Karlstad, interior da Suécia, após todas as dificuldades físicas e emocionais que seus pais ─ que representam os mais de cinco milhões de refugiados sírios ─ foram obrigados a enfrentar por mais de 50 dias durante a travessia, ocasionada pela guerra em seu país. Este ensaio sobre os refugiados em busca de asilo na Europa rendeu a Mauricio Lima o Prêmio Pulitzer em 2016, tornando-o o único cidadão brasileiro a receber esse prestigioso reconhecimento.

    Desde a invasão norte-americana do Iraque, em 2003, Mauricio Lima vem documentando o êxodo e as consequências de povos afetados por conflitos. Em 2015, ele passou 38 dias entre o norte da Síria e o Iraque, depois visitou as principais fronteiras que os refugiados usam para fugir: Turquia, Grécia, Bulgária, Macedônia, Sérvia, Croácia e Hungria; e os destinos ou rotas: Áustria, Alemanha, Suécia e Noruega. Passou entre uma e duas semanas em cada lugar, no total de seis meses. As fotos de Mauricio iluminam a montanha-russa emocional por que os refugiados passam em sua jornada pelo desconhecido, na esperança de encontrar um lugar para viver com dignidade e respeito.

    Enquanto documentava a saga dos refugiados, Mauricio percebeu que devia humanizar o acontecimento catastrófico e quis se aproximar de uma família e fotografar suas provações árduas até o exílio. Ele se conectou com a família Majid, que dormia em uma barraca em uma praça de Belgrado, na Sérvia. Durante 29 dias, o fotógrafo compartilhou da vida deles, os perigos e as dificuldades para ir da Sérvia à Suécia. “Com suas imagens, Mauricio Lima dá a nós, espectadores, a oportunidade de compartilhar visual e intimamente os altos e baixos da viagem da família em busca de asilo”, diz a curadora Elisabeth Biondi.

    A exposição, que apresenta 30 imagens, é co-realizada pelo MIS e pela DOC Galeria|Escritório de Fotografia.

    Serviço

    MAIO FOTOGRAFIA NO MIS 2017
     Abertura 12 de abril (quarta-feira), às 18h (entrada gratuita)
     Data 13 de abril a 28 de maio de 2017 
    Horário terças a sábados, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
    Local Espaço Redondo, Espaço Expositivo 1º andar, Espaço Expositivo 2º andar, Nicho, Foyer do Auditório MIS e foyer do Auditório LABMIS. 
    Ingresso R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)
    Classificação etária livre

    SEMANA DOCFOTO Mesa Refugiados 4 de maio, 19h30
    Mesa 10FOT10MIN 5 de maio, 19h30
    Foto Feira Cavalete 6 e 7 de maio, estacionamento do MIS. Sábado das 11h às 20h, dom das 11h às 19h.
     Local
     

    Museu da Imagem e do Som – MIS
     Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
     Estacionamento conveniado: R$ 18
    Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

    fonte: 

    DOC Galeria | 
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  • Notícias Em Destaque

  • Repórter Fotográfico baleado durante cobertura na região da Cracolândia em SP

    No início da tarde desta quinta, 23/02, o repórter fotográfico Carlos Gildário Lima de Oliveira , conhecido como Dário Oliveira foi ferido por tiro de arma letal, na coxa, enquanto cobria o conflito na região da Cracolândia, região central da cidade.
    Dário foi socorrido e levado a Santa Casa, onde deu entrada as 14h13, está sendo atendido no pronto socorro. As primeiras informações dão conta que o profissional passa bem e não corre risco de vida.
    Na mesma cobertura outro profissional Marcelo Carneiro da Silva, Chello foi salvo pelo celular que estava no bolso.
    A ARFOC-SP solicita as autoridades, providências urgentes no sentido de identificar e punir o autor do disparo contra os jornalistas. Mais uma vez repudiamos violência contra jornalista no exercício da profissão.
    A foto do Dário sendo socorrido foi gentilmente enviada por Sebastião Moreira da agência internacional EFE.
    Diretoria ARFOC-SP
  • Série Encontros Fotojornalismo em pauta

     

    Palestra com o fotógrafo Toni Pires vai abordar os desafios enfrentados pelos repórteres fotográficos nos dias de hoje 


    Em busca de alternativas e soluções em épocas de crise, a Arfoc-SP realiza mais uma edição da Série Encontros para tratar de um assunto de interesse geral: os rumos da profissão. A situação que o país atravessa aliada às inovações tecnológicas, provocaram consideráveis mudanças nas redações e na forma de trabalhar. Vivemos uma era de transição e todos estão tendo que se adaptar, empresas e profissionais, para atender a demanda que as novas mídias exigem. O mercado de trabalho qual o conhecemos está sendo desconstruído e o futuro aponta para um profissional mais independente, que usa os múltiplos recursos da tecnologia, mas que em grande parte ainda precisa ser reinventado. 

    Para ajudar a entender essa nova ordem convidamos o fotógrafo Toni Pires, para falar da sua experiência e de como se destacar em um mercado cada vez mais amplo e competitivo. Pires já trabalhou no jornal Folha de São Paulo como repórter fotográfico e editor; com visão dos dois lados do balcão, vai dar dicas de como atuar mais e melhor. Desde 2010 é fotógrafo independente, desenvolvendo trabalhos para jornais e revistas estrangeiros. Atualmente dedica-se e estuda os novos caminhos do fotojornalismo com a utilização das redes sociais e segue produzindo reportagens em foto e vídeo. Segundo Toni, outro ponto importante é a relação com os editores. A abordagem pode ser determinante na apresentação de projetos e ensaios; saber "vender o peixe" é imprescindível para não morrer na praia. 

    A palestra pretende elucidar pontos e dar outras referências, para mostrar a importância de estarmos atentos e conectados com todas essas mudanças. Acreditamos que o intercâmbio de ideias é uma poderosa ferramenta de inovação e que pode abrir horizontes para poder avançar de modo mais produtivo e próspero.  

    Data: 03/07/2017 - 2ª feira
    Horário: 19:30
    Endereço: R Rego Freitas 530 - Arfoc-SP 

Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo

Rua Rego Freitas, 530, Sobreloja - Vila Buarque - São Paulo/SP - Cep: 01220-010 - Telefones: (11) 3257-3991 e (11) 94162-2008   Whatsapp