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  • Avessos e paradigmas Maio Fotografia 2017

    Maio Fotografia 2017
    AVESSOS E PARADIGMAS

    A exposição fotográfica, uma das sete que fizeram parte do projeto Maio Fotografia 2017, além de apresentar quatro trabalhos de fotógrafos renomados foi o feliz encontro do antigo com o novo, do clássico com o moderno. Esse intercâmbio de gerações e tecnologias possibilitou uma reflexão sobre o “fazer fotográfico”, os meios e motivações para se produzir imagens a partir de celulares sem perder a essência, forma e conteúdo. Concebida pela mObgraphia Cultura Visual [www.mobgraphia.com] e curadoria de Fausto Chermont, a mostra foi produzida apenas com smartphones pelos fotógrafos German Lorca, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e Penna Prearo, e exibe 60 fotografias inéditas.

    As séries apresentam o resultado do desafio proposto: a utilização de câmeras digitais de celulares pela primeira vez por estes artistas. Os ensaios realizados por fotógrafos que experimentaram grande parte das mudanças na fotografia no decorrer dos anos, bem como a migração das câmeras analógicas para digitais, é no mínimo surpreendente. Maureen Bisilliat através da sua "Tábua de Estórias" não nos revela nada novo sobre o Ceagesp, mas suas imagens instigantes nos fazem perceber novos jeitos de contar velhas histórias. Poética e ousada, Nair Benedicto foi longe ao buscar no tema "Apenas Mulher" inspiração nos grafites e colagens. Nosso eterno Foto Clubista German Lorca, apresentou "Retratos +" para nos mostrar que o que + importa não é a ferramenta e sim o olhar . E a "Penúltima Sessão" de Penna Prearo, mais do que uma homenagem a Leon Cacof, mostra a intimidade cinematográfica que reside em cada um de nós.

    Segundo um de seus criadores Cadu Lemos, “este projeto foi um divisor de águas na história da Mobgraphia. Apesar do movimento estimular a produção fotográfica e arte visual, ainda sofre muito preconceito" afirma, e define que toda a fotografia é mobile por essência. Para Lemos, ela se coloca como uma das principais ferramentas de comunicação da era digital, a medida em que está presente em todas as áreas, níveis e classes sociais. Na discussão sobre formatos o curador Fausto Chermont lembrou da máxima: “a melhor câmera é aquela que se tem na mão”.

    E o Maio Fotografia 2017 chegou ao fim em grande estilo. Depois de ter ficado durante o mês inteiro com exposições, workshops e encontros memoráveis, em seu último final de semana também comemorou os 47 anos do Museu da Imagem e do Som. O projeto, voltado para fotografia com curadoria do diretor do Museu e atual secretário municipal de Cultura André Sturm, é realizado desde 2012 e em 5 anos reuniu grandes e novos nomes, ensaios, discussões sobre a fotografia do Brasil e do mundo. A Arfoc-SP fez a cobertura de alguns desses encontros na edição deste ano no sentido de ampliar a discussão, acompanhar tendências e rever conceitos.

    texto Mônica Bento

  • CALENDÁRIO DAS ELEIÇÕES 2018

    Segue divulgação do Calendário das Eleições ARFOC-SP.

    4. Eleição: 16 e 17 de abril de 2018.
    5. Posse da nova diretoria: 09 de maio de 2018.

    Formato da eleição será divulgado em breve.

     

    Comissão Eleitoral.



  • Com 8 mil fotos, filme representa fotografia brasileira de esportes em Barcelona

    Baseado em 8 mil fotos, o curta-metragem Onipresença (00:09:25, Cor, 2016) retrata clássico do futebol entre Corinthians e Palmeiras de uma forma diferente, captando a emoção de cada fração de segundo através das fotografias. A obra foi selecionada para representar o Brasil no Offside Fest, um dos principais festivais de cinema de futebol que será realizado em Barcelona, no cinema Maldà, entre os dias 16 e 26 de março. O filme foi criado e dirigido pelo fotojornalista Anderson Rodrigues.

    O curta-metragem experimental é elaborado apenas com fotografias e coloca em discussão a produção fotográfica contemporânea por meio da linguagem dos repórteres do futebol brasileiro. A narrativa é baseada na apropriação de 8 mil fotos de 14 profissionais, além de fotos feitas pelo idealizador do projeto, presentes no clássico Corinthians x Palmeiras, dia 31 de maio de 2015, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, quando o alviverde derrotou o rival por 2 a 0.

    “É uma produção independente, sem apoio financeiro de governos, empresas e clubes. Os custos são altos para produção, valores de inscrições (dólar e euro, no exterior), além de viagens para promover nossa fotografia, cinema e futebol. Em Barcelona, o filme será exibido ao lado de grandes obras do mundo. Estou unindo esforços para ir aos festivais e falar sobre a cultura do nosso país”, disse Rodrigues.

    Sem interferir na dinâmica dos fotógrafos, o diretor cria uma ficção destacada pelo processo criativo durante um ano, que começou com a montagem “manual” da ordem cronológica das imagens (sem utilização de time code), passando pelo tratamento e edição discutindo a unicidade do olhar, escolha por apropriação de áudios e composição das trilhas inovadoras (samba com rock metal) até a finalização: uma narrativa que pretende questionar a autoria assim como a hibridização atual entre fotografia,televisão e cinema.

     

     

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    “Ao colocar diante do espectador, pretendo gerar indagações sobre a produção fotográfica contemporânea, a quantidade de arquivos e a hibridização com o vídeo. É um bombardeio de imagens e sons para gerar reflexões e debates”, diz o diretor.

    Onipresença também foi exibido no segundo semestre de 2016 em festivais de arte e cinema gratuitos no Brasil, Israel, Estados Unidos, Uruguai, Colômbia, Romênia e Bielorrússia, com prêmio na Colômbia (Festival de Artes Bugarte), em outubro de 2016, como melhor filme experimental e eleito pelo público como o 2º melhor na categoria curta-metragem durante o Cinefoot, um dos principais festivais de cinema de futebol do mundo e que foi realizado em dezembro no Museu do Futebol, em São Paulo.

    ficha tecnica 

    DIREÇÃO

    Anderson Rodrigues

    REPÓRTERES FOTOGRÁFICOS (APROPRIAÇÃO)

    Ale Vianna, Alessandra Cabral, Anderson Rodrigues, Cesar Greco, Claudinei Plaza, Davi Ribeiro, Fernando Donasci, Friedemann Vogel, Julia Chequer, Marcos Ribolli, Miguel Schincariol, Nelson Coelho, Reginaldo Castro, Rodrigo Gazzanel

    Rubens Cavallari

    fonte iphotochannel

     

     

  • Entrevista com João Kulcsar

    A Arfoc-SP convidou o curador da exposição 'Vida de Cão', de Elliot Erwitt, para falar sobre fotografia, vida, cachorros e seus humanos 

    Ele é considerado uma das cabeças pensantes da fotografia da atualidade; professor, curador e porque não fotógrafo, João Kulcsar é coordenador de fotografia do Senac, e também desenvolve projeto de alfabetização visual, que ensina fotografia para deficientes. Durante a entrevista, realizada na Galeria de Fotografia do Centro Cultural da Fiesp, Kulcsar que atua na área de educação cultural, conta como foi o processo de curadoria e a proposta de trazer esta exposição ao Brasil.
    Desde que viu a mostra pela primeira vez em Londres em 1996, fez um longo percurso até aqui. Otimista em relação as oportunidades, acredita que as crises apontam mais para um desafio do que uma ameaça e reafirma a importância do caminho para se chegar onde quer. Entre deveres e prazeres, define o fotojornalismo como ferramenta de transformação e entende que as mídias sociais ajudam a democratizar meios e acessos. Entre outros assuntos, ressaltou a importância da identidade visual do fotógrafo na construção de um trabalho consistente, e que sempre haverá espaço para bons ensaios. Acesse o link para ver a entrevista na íntegra; acompanhe essa e outras notícias no canal da Arfoc-SP no youtube. 

    LINK DO YOUTUBE

    Serviço: 

    Exposição Vida de Cão

    Período: 4 de julho a 24 de setembro de 2017

    Horários: diariamente, das 10h às 20h

    Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – estação Trianon Masp do Metrô)

    Curadoria: João Kulcsár

    Realização: Sesi-SP

    Grátis. Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.



      

  • Exposição Fotográfica dos 50 anos da Revolução Cubana

    Exposição fotográfica dos 50 anos da Revolução Cubana em Havana. A eleição de troca Fidel Castro por Raul Castro há 10 anos. No ensaio do Fotojornalista Jorge Araujo” SILÊNCIO EM HAVANA”

    Um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, Jorge Araújo apresenta a exposição fotográfica "Silêncio em Havana", trabalho realizado nos 50 anos da Revolução Cubana. A exposição começa nesta sexta-feira, 23/11, às 20hs no Porão da Cerveja (Rua General Olímpio da Silveira, 39 - Santa Cecilia) em São Paulo.

     

    INFORMAÇÕES:

    Local: Porão da Cerveja - (Rua General Olímpio da Silveira, 39 - Santa Cecilia)

    Data: 23/11 até 13/01 

    Horário: Das 10h às 21h.

     

                                                                                                                                                                         Fotos de Divulgação: © Jorge Araujo

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  • Exposição no IMS: Irving Penn: centenário

     

     A partir de 21 de agosto, o IMS Paulista recebe a exposição Irving Penn: centenário. A mostra, que foi exibida pela primeira vez no Metropolitan Museum of Art (The Met), apresenta um panorama da produção do fotógrafo norte-americano. A seleção reúne mais de 230 fotografias, concebidas ao longo de quase 70 anos de carreira, além de cerca de 20 periódicos. O conjunto evidencia a ampla variação temática de Irving Penn (1917-2009), que, além de trabalhos inovadores no campo da moda, produziu retratos, naturezas-mortas, nus femininos, peças publicitárias, entre outras obras. A curadoria é de Maria Morris Hambourg, curadora independente, e de Jeff L. Rosenheim, curador do departamento de fotografia do Met.

     Além do museu nova-iorquino, a retrospectiva passou pelo Grand Palais, em Paris, e pelo C/O Berlin. No centro cultural paulistano, as obras ocuparão dois andares e serão divididas em 12 eixos temáticos. Em cada seção, a curadoria destacará o processo de experimentação que permeia a produção do artista. Ao fotografar, Penn dedicava grande atenção aos detalhes, preferindo trabalhar no estúdio, onde se sentia mais confortável para criar.

     Na sala inicial, serão exibidos os primeiros trabalhos de Penn, incluindo imagens coloridas de natureza-morta feitas para a revista Vogue. Segundo o fotógrafo, esses objetos eram “seguros e fáceis de controlar”, sendo um primeiro passo rumo à produção de retratos.

     Em 1947, sob encomenda da Vogue, Penn começou a fotografar intelectuais que viviam em Nova York. Esses retratos, presentes na segunda sala da mostra, foram feitos em um cenário pouco convencional: um canto estreito, formado entre dois tapumes. Acuados nesse pequeno espaço, os modelos hesitavam, mas Penn os estimulava a improvisar, “sabendo que acabariam se revelando ao tentarem acomodar seus corpos, egos e expectativas à estrutura”, como afirma Maria Hambourg. Nessa famosa série, o fotógrafo retratou nomes como Igor Stravinsky, Marcel Duchamp, Alfred Hitchcock e Truman Capote.

     

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    Vestido sereia de Rochas (Lisa Fonssagrives-Penn), Paris, 1950. Foto de Irving Penn. Doação prometida ao The Metropolitan Museum of Art pela The Irving Penn Foundation © Condé Nast

     

     Ao longo de sua carreira, Penn também registrou pessoas comuns. Em 1948, viajou ao Peru para realizar um ensaio de moda. Encerrado o trabalho, permaneceu no país e começou a fotografar os habitantes de Cusco em um estúdio alugado. São registros de mães carregando seus filhos, vendedores ambulantes, entre outros moradores da região. As fotos de Cusco dialogam com a série Pequenos ofícios, realizada em 1950 e 1951. Padeiros, carteiros, peixeiros e bombeiros posaram diante das lentes do fotógrafo, compondo um panorama dos trabalhadores de Paris, Londres e Nova York.

     Outro destaque da retrospectiva é o conjunto de fotografias de moda. Em 1950, Penn registrou a alta-costura parisiense em imagens simples, que dispensavam os cenários grandiosos. “Os trajes eram apresentados com um intenso respeito por suas qualidades de corte, linha, textura, detalhe, e o mesmo respeito era dado à graciosidade e à personalidade das modelos”, afirma Philippe Garner em texto do catálogo. Nas famosas fotos da coleção de outono de 1950, também se destaca a presença de Lisa Fonssagrives, modelo experiente e ex-bailarina, com quem Penn viria a se casar.

     Para conceber a série, Penn adotou como fundo uma antiga cortina de teatro que, estendida no chão e encurvada na vertical, gerava uma ambientação neutra. Ele gostou tanto das cortinas que passou a utilizá-las em inúmeros trabalhos, inclusive nos retratos quadrados de artistas e escritores, que realizou entre 1948 e 1962. Mais uma marca da produção de Penn, o fundo original será exibido na mostra no IMS.

     

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    Elsa Schiaparelli, Nova York, 1948. Foto de Irving Penn. Doação prometida ao The Metropolitan Museum of Art pela The Irving Penn Foundation © The Irving Penn Foundation

     

     Embora amplamente inserido na indústria da moda, o fotógrafo também criou obras que questionavam os padrões de beleza. Em sua série de nus femininos (1949-1950), ele voltou ao tema clássico da pintura, retratando o corpo como forma. Nas imagens, que na época foram mal recebidas, prevalecem os corpos de grandes medidas, representados de forma quase abstrata. Outro aspecto que chama atenção é a textura granular das imagens, com efeitos de distorção que se afastam de uma fotografia realista.

     A mostra exibirá também a famosa série Cigarros (1972). Impressas em platina e paládio, as fotos mostram bitucas de cigarro, coletadas das ruas e fotografadas no estúdio. Penn retrata a sujeira da rua, que invariavelmente era banida das páginas das revistas. Esse olhar para os elementos do cotidiano, os signos do mundo real, era constante em sua produção, como evidencia Hambourg: “Penn reconhecia a poesia do detrito, genericamente como uma evidência refratada do estado do mundo, e intimamente como uma janela para outras vidas individuais. Ele recolhia o que encontrava nas ruas, literalmente, com uma câmera.”

     Em sua busca por novas formas de representação, o fotógrafo viajou pelo mundo, produzindo uma série de retratos etnográficos. Realizadas entre 1967 e 1971, as imagens aparecem pela primeira vez na Vogue, em cores. Os retratos foram tirados na Papua-Nova Guiné, no Marrocos e no Benin. Durante as viagens, Penn carregava uma grande tenda, que montava para cada sessão de fotos, deslocando os habitantes de sua paisagem natural.

     Entre outras obras, a retrospectiva também reunirá diversas edições da Vogue, exibidas em vitrines. Haverá ainda um cenário de canto, similar ao utilizado por Penn em seus retratos.

     A exposição é organizada pelo The Metropolitan Museum of Art, em colaboração com a Fundação Irving Penn. A itinerância internacional foi possível graças ao apoio da Terra Foundation for American Art.

    Irving Penn: centenário
    Abertura: 21 de agosto, às 18h, com debate e horário de visitação ampliado de todas as galerias até as 22h
    Visitação: de 21 de agosto a 18 de novembro
    Galerias 2 e 3
    Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 10h às 20h. Nas quintas, até as 22h.
    Entrada gratuita

    IMS Paulista
    Avenida Paulista, 2424
    São Paulo
    Tel.: 11 2842-9120
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

     

    Publicação original: IMS - Instituto Moreira Salles

  • Exposições revelam o universo maranhense na fotografia

    museuafro

    Foto tirada por Edgar Rocha no bairro Desterro, em São Luís (MA)

    O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo gerida pela Associação Museu Afro Brasil – organização social de cultura, abre as portas para receber duas novas exposições que revelam a pulsante diversidade artística do Maranhão: “Hiorlando” e “Afetos”. As exposições fazem parte da programação em comemoração ao aniversário do Museu Afro Brasil, que celebra catorze anos de existência no próximo dia 23 de outubro.

    Hiorlando

    Hiorlando é o nome adotado pelo artista João Pereira Marques, que apresenta no Museu Afro Brasil 100 esculturas em madeira da sua fauna lúdica e animada composta por girafas, peixes, sapos, jacarés, cachorros, entre outros bichos fartamente coloridos. “Os bichos de olho vivo e cara sapeca marcam o trabalho de Hiorlando e carregam sua alma”, destaca Paula Porta, curadora da exposição.

    Nascido no povoado João Peres, no município de Araioses, no Maranhão, em 1963, Hiorlando começou a esculpir há pouco mais de dez anos, quando um acidente o afastou do trabalho de estivador marítimo e acabou permitindo que seu talento artístico se desenvolvesse.

    Galhos do cajueiro, tamboril e cedro são os tipos de madeira que edificam as esculturas do artista, que estão divididas em três categorias: bichos da água, do seco e do imaginário. Um deleite ao público infantil.

    Afetos

    A exposição traz um panorama do trabalho do fotógrafo paulistano Edgar Rocha, estabelecido no Maranhão há mais de 40 anos. São 41 fotografias que passeiam por temas como o patrimônio cultural, os navegantes e as celebrações do povo maranhense.

    ”O trabalho de Edgar Rocha traz duas características muito marcantes: a luz âmbar, morna, que nos aproxima da imagem capturada. E um fascínio pelos saberes, pelas tradições e pelo jeito de ser dos negros do Maranhão, que registra de maneira intimista e verdadeiramente amorosa”, destaca Paula Porta, que também assina a curadoria da mostra.

    SERVIÇO

    Novas exposições do Museu Afro Brasil:

    “Hiorlando” e “Afetos”
    Período de exposição: 12 de Outubro a 25 de Novembro de 2018
    Museu Afro Brasil

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
    Parque Ibirapuera – Portão 10
    São Paulo / SP – 04094 050
    Fone: 55 11 3320-8900
    www.museuafrobrasil.org.br

    Entrada R$ 6,00 | Meia entrada R$ 3,00 | Gratuito aos sábados

    Publicação Original: Museu Afro Brasil

  • Hudson Rodrigues Apresenta a Exposição Bambas, no MIS

    Observar as fotografias de Hudson Rodrigues é quase como estar presente em cada cena congelada. O fotógrafo consegue nos colocar dentro da imagem de maneira única, seja pela composição, seja pela humanidade que consegue retratar.

    Rodrigues recentemente inaugurou sua exposição Bambas, no Museu da Imagem e do Som (MIS), que reúne fotografias de familiares e pessoas negras que cruzaram seu caminho ao longo dos anos. Nas imagens, o fotógrafo faz questão de trazer a tona todo o protagonismo dos fotografados.

    A mostra, que compõe o projeto Nova Fotografia 2018,  pode ser conferida até o dia 09 de dezembro, no espaço Nicho do Museu.

    Paulistano, Hudson Rodrigues nasceu em Americanópolis, um bairro pobre da capital. Cresceu dentro de uma “família preta, em uma casa de bambas, onde se tocava samba com muito respeito”, descreve ele, que é ainda um dos grandes nomes da fotografia de rua atual.

    “Há mais ou menos três anos comecei a me interessar pelo meu passado e pelas pessoas pretas e assim, meio que sem querer, comecei a fotografar os “bambas” – pretos da rua e da minha família. Estudava alguma situações na minha cabeça poses e jeitos, algo que nos representasse, sem perder o fio natural de ser e de sentir. Fotografei meu primo um menino preto, cheio de vontade da vida, minha tia cansada sentada no sofá. Algumas festas que eu frequentava se tornaram um laboratório de observação. E assim começou uma pequena descoberta: o processo já estava ao meu redor, fotografei o que me cercava”, conta Hudson sobre como iniciou o ensaio, no site do MIS.

    Confira aqui algumas das imagens que estão na mostra:

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    Nova Fotografia – Bambas, de Hudson Rodrigues
    Duração: 26 de outubro a 9 de dezembro de 2018
    Horários: Terça a sábado das 12h às 20h; domingos e feriados das 11h às 19h
    Endereço: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo – SP

     

    Publicação original: Fhox

  • Maio Fotografia 2017 no Mis

     

     

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     Texto e fotos Monica Bento

    MAIO FOTOGRAFIA 2017
    MIS | Museu da Imagem e do Som  www.mis-sp.org.br
    Av Europa 158, Jd Europa +55 11 2117-4777

    13 de abril a 28 de maio de 2017

    Seguindo a programação do Maio Fotografia, evento anual que em sua sexta edição conta a história da fotografia, traçando um panorama da primeira foto tirada em 1826 às imagens produzidas e compartilhadas por smartphones , o Mis realizou em paralelo ciclo de conversa sobre duas exposições que merecem destaque a seguir: Revista Camera – A Fotografia dos séculos XIX e XX e Farida, um conto sírio. Com conteúdos e propostas visuais distintas, as duas mostras trazem a tona o papel da fotografia e mostram como a imagem pode ir além de sua concepção estética, documental ou jornalística. Os encontros foram marcados por presenças ilustres e emocionantes discussões sobre a fotografia de todos os tempos .

    A primeira exposição traz uma seleção de imagens da coleção da cultuada revista Camera (1966-1981). Dividia em dois períodos, séculos XIX e XX, podemos ver através das imagens o percurso da fotografia ao longo dos anos até chegar ao status de arte. A revista foi pioneira na formação de gerações de fotógrafos, criando tendências tanto nas publicações quanto no design gráfico, editada em três línguas (alemão, inglês, francês), com periodicidade mensal e distribuída em 35 países. Em seu acervo, com mais de 3 mil imagens entre documentos, negativos e impressões, constam nomes como André Kertész, Cartier Bresson, Robert Frank, William Klein, Josef Koudelka, Diane Arbus, Man Ray, Richard Avedon e muitos outros, sendo o Brasil muito bem representado por Maureen Bisilliat e Claudia Andujar.

    Definida como universal e poliglota, a revista ganhou fama na mão do visionário editor Allan Porter que durante 13 anos produziu verdadeiras preciosidades com sua ousadia e requinte editorial. Priorizando a qualidade de impressão e utilizando papel diferenciado, cada edição focava em um tema que era explorado por diferentes olhares e a revista era produzida como uma obra prima. Ter um trabalho publicado era o sonho de qualquer fotógrafo da época. Essencialmente artística, tinha poucos anúncios e mais espaço para ensaios, linguagens e narrativas visuais, dando visibilidade aos fotógrafos e projeção internacional. Para o psiquiatra suíço Wulf Rössler, detentor da coleção e amante da fotografia “não era apenas uma revista, mas uma escola ! Mudou minha forma de fotografar e ver a fotografia”. Com o que chamou de “tsunami de imagens” que temos hoje em dia, Rössler afirma que o que realmente interessa é o valor que a fotografia agrega: “mais do que mera representação da realidade, gosto da linguagem subjetiva, que pode ser sublime ou indireta, mas que nos revela o inconsciente daquela cena. Tem alguma mágica na arte que toca as pessoas, esse é o ponto”!

    Tentando aliar psiquiatria e fotografia, Dr. Wulf Rössler fez um link entre seu trabalho e sua paixão, propondo visitas guiadas à exposição para pessoas com problemas e transtornos mentais, usando a fotografia como instrumento de ação social e enfatiza: “a arte salva!”

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    Mais informações podem ser encontradas no site da European Society for the History of Photography, que traz um documentário especial sobre a revista e seu principal editor, além de todas as capas http://www.eshph.org/blog/2016/02/29/allan-porter-2/ e para tê-las nas mãos, exemplares podem ser folheados nas bibliotecas Mário de Andrade e da USP. Segundo Armando Prado, professor e ex-colecionador da revista, ela ainda é uma referência nos dias de hoje: “saber o que já foi feito e ter influências é muito importante para quem está começando. A pesquisa e o estudo são fundamentais na produção de um trabalho consistente, que tem um sentido, que tem algo a dizer”.

    Da história da fotografia para nossa história recente, a exposição Farida, um conto sírio é, antes de tudo, um conto de resiliência e dignidade. Narra a trajetória da família Majid, assim como tantas outras que tiveram que sair de seus países de origem em busca de uma vida melhor. Uma produção da Doc Galeria para o Maio Fotografia 2017, o encontro contou com a presença do fotógrafo Maurício Lima, integrantes da família Majid fotografada durante imigração da Síria para Suécia, Anemona Hartocollis jornalista do The New York Times e Mª Laura Canineu diretora da Human rights Watch no Brasil, com mediação da professora e crítica de fotografia Simonetta Persichetti. Durante toda palestra foram projetadas as 33 imagens que fazem parte da mostra e nos remetem a longa caminhada até a Suécia, que durou cerca de um mês.

    Farida que em árabe significa “única” é a mais nova integrante da família Majid, que dá nome ao trabalho e rendeu ao fotógrafo o Prêmio Pulitzer 2016 juntamente com outros três colegas também do The New York Times, na categoria fotografia de notícias pela cobertura. Lima começou a falar pedindo 1 minuto de silêncio em homenagem aos refugiados do mundo todo. Emocionado, frisou a importância do trabalho da imprensa na ajuda humanitária: “a partir do momento que as imagens são publicadas, esperamos alcançar pessoas influentes que possam ajudar a mudar o rumo da história. Acredito que contribuímos para que a família Majid conseguisse ser aceita na Suécia pelo impacto da matéria, em um grande veículo de repercussão internacional”. Segundo Mª Laura Canineu do human Rights Watch no Brasil, uma coisa puxa a outra: “o papel das ONGS é fundamental para adaptação dos refugiados dentro da nova realidade e a força da imagem e do jornalismo são muito importantes, porque mostram a realidade para o mundo, reforçando o trabalho das entidades”.

    Segundo a repórter americana Anemona Hatrocollis, o melhor jeito de se contar uma história é entender seu sentido: “acompanhar a família nessa travessia foi uma experiência inesquecível. Quando entrei na cobertura, a questão dos refugiados era algo vago para mim, mas esse trabalho deu um rosto a essa abstração. Hoje vejo o assunto com outros olhos e espero que o mundo reconheça a gravidade da situação”. Ao viverem tudo isso, puderam ter a dimensão do que estavam fazendo: “o choro das crianças dava um clima assustador, mas tínhamos um objetivo maior”. Para Maurício Lima direitos humanos é uma questão de empatia, de comprometimento e de se colocar no lugar do outro. Tinha uma tradutora com eles, mas muitas vezes bastava um olhar ou um gesto: “antes de ser fotógrafo eu sou um ser humano. A primeira reação é sempre fotografar, mas depois um tempo você percebe que tem que ser mais intuitivo, saber o que realmente quer mostrar”.

    Depois de passarem muito medo, agora a sensação é de vida nova. Agradecidos e profundamente tristes, a família exprimiu sentimentos de paz, esperança e o desejo de um dia poder voltar à Síria. Estão se adaptando a nova realidade, com todas as dificuldades de um recomeço, mas com a certeza de um futuro melhor para as crianças. No encerramento, a fala de uma das crianças da família deixou bem claro que a história continua ! 

     

     

  • Mauricio Lima no MIS em cartaz de 13 de abril a 28 de maio

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    Este ano, a mostra Maio Fotografia no MIS 2017 fica em cartaz de 13 de abril a 28 de maio, quando todos os espaços expositivos do Museu serão tomados por obras de artistas singulares e fundamentais na história da fotografia.

    Uma das exposições é Farida, um Conto Sírio, de autoria de Mauricio Lima, representado no Brasil pela DOC Galeria, que ganhou o Prêmio Pulitzer em 2016 com o ensaio da migração de refugiados do Oriente Médio rumo à Europa. Mauricio Lima é o primeiro brasileiro a receber este importante reconhecimento administrado pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que este ano completa 101 anos e é outorgado a pessoas que realizam trabalhos de excelência nas áreas da literatura, composição musical, jornalismo e fotografia.

    Farida, um Conto Sírio | Mauricio Lima

    O Espaço Redondo do Museu é ocupado pela exposição Farida, um Conto Sírio, do fotógrafo Mauricio Lima, que acompanhou por seis meses em 2015 a longa jornada de migração de refugiados do Oriente Médio rumo a Europa. O título da mostra, que conta com curadoria da alemã Elisabeth Biondi, alude ao nome do bebê que nasceu em Karlstad, interior da Suécia, após todas as dificuldades físicas e emocionais que seus pais ─ que representam os mais de cinco milhões de refugiados sírios ─ foram obrigados a enfrentar por mais de 50 dias durante a travessia, ocasionada pela guerra em seu país. Este ensaio sobre os refugiados em busca de asilo na Europa rendeu a Mauricio Lima o Prêmio Pulitzer em 2016, tornando-o o único cidadão brasileiro a receber esse prestigioso reconhecimento.

    Desde a invasão norte-americana do Iraque, em 2003, Mauricio Lima vem documentando o êxodo e as consequências de povos afetados por conflitos. Em 2015, ele passou 38 dias entre o norte da Síria e o Iraque, depois visitou as principais fronteiras que os refugiados usam para fugir: Turquia, Grécia, Bulgária, Macedônia, Sérvia, Croácia e Hungria; e os destinos ou rotas: Áustria, Alemanha, Suécia e Noruega. Passou entre uma e duas semanas em cada lugar, no total de seis meses. As fotos de Mauricio iluminam a montanha-russa emocional por que os refugiados passam em sua jornada pelo desconhecido, na esperança de encontrar um lugar para viver com dignidade e respeito.

    Enquanto documentava a saga dos refugiados, Mauricio percebeu que devia humanizar o acontecimento catastrófico e quis se aproximar de uma família e fotografar suas provações árduas até o exílio. Ele se conectou com a família Majid, que dormia em uma barraca em uma praça de Belgrado, na Sérvia. Durante 29 dias, o fotógrafo compartilhou da vida deles, os perigos e as dificuldades para ir da Sérvia à Suécia. “Com suas imagens, Mauricio Lima dá a nós, espectadores, a oportunidade de compartilhar visual e intimamente os altos e baixos da viagem da família em busca de asilo”, diz a curadora Elisabeth Biondi.

    A exposição, que apresenta 30 imagens, é co-realizada pelo MIS e pela DOC Galeria|Escritório de Fotografia.

    Serviço

    MAIO FOTOGRAFIA NO MIS 2017
     Abertura 12 de abril (quarta-feira), às 18h (entrada gratuita)
     Data 13 de abril a 28 de maio de 2017 
    Horário terças a sábados, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
    Local Espaço Redondo, Espaço Expositivo 1º andar, Espaço Expositivo 2º andar, Nicho, Foyer do Auditório MIS e foyer do Auditório LABMIS. 
    Ingresso R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)
    Classificação etária livre

    SEMANA DOCFOTO Mesa Refugiados 4 de maio, 19h30
    Mesa 10FOT10MIN 5 de maio, 19h30
    Foto Feira Cavalete 6 e 7 de maio, estacionamento do MIS. Sábado das 11h às 20h, dom das 11h às 19h.
     Local
     

    Museu da Imagem e do Som – MIS
     Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
     Estacionamento conveniado: R$ 18
    Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

    fonte: 

    DOC Galeria | 
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  • Notícias Em Destaque

  • Repórter Fotográfico baleado durante cobertura na região da Cracolândia em SP

    No início da tarde desta quinta, 23/02, o repórter fotográfico Carlos Gildário Lima de Oliveira , conhecido como Dário Oliveira foi ferido por tiro de arma letal, na coxa, enquanto cobria o conflito na região da Cracolândia, região central da cidade.
    Dário foi socorrido e levado a Santa Casa, onde deu entrada as 14h13, está sendo atendido no pronto socorro. As primeiras informações dão conta que o profissional passa bem e não corre risco de vida.
    Na mesma cobertura outro profissional Marcelo Carneiro da Silva, Chello foi salvo pelo celular que estava no bolso.
    A ARFOC-SP solicita as autoridades, providências urgentes no sentido de identificar e punir o autor do disparo contra os jornalistas. Mais uma vez repudiamos violência contra jornalista no exercício da profissão.
    A foto do Dário sendo socorrido foi gentilmente enviada por Sebastião Moreira da agência internacional EFE.
    Diretoria ARFOC-SP
  • Robert Frank no IMS Paulista

    Robert Frank no IMS Paulista

     

     

    Retrospectiva da obra do célebre fotógrafo, inédita no Brasil, coroa inauguração da nova sede do Instituto Moreira Salles em São Paulo

     

    Conhecido pela veia fotográfica entre outras vocações artísticas, o IMS mudou de endereço e se consolidou como novo centro cultural de São Paulo. Instalado em edifício com arquitetura moderna na avenida Paulista, apresenta ampla programação de exposições, filmes, palestras, debates, cursos, e shows, além de biblioteca inteiramente dedicada a publicações fotográficas, com capacidade para abrigar até 30 mil itens. Três de seus nove andares são exclusivamente reservados para as galerias; o restante se divide entre o estúdio, um laboratório experimental com mesas interativas e salas para oficinas, cine-teatro-auditório, restaurante, e demais dependências. Com investimento de 150 milhões de reais e construído em pouco mais de 4 anos, o prédio impactou na rotina do Instituto não só pelo aumento na escala de atividades e amplitude de suas novas instalações, mas pela própria diversidade que a Paulista exige; o novo espaço é expressão da maturidade cultural da instituição, perfil q vem sendo construído ao longo de seus 25 anos de história. Toques de sustentabilidade e clima de museu, atraem e fascinam não só pela beleza mas pela atmosfera envolvente da arte. 

    O cinema está no DNA da família Moreira Salles, mas os acervos de fotografia, música e iconografia tem verdadeiras pérolas da cultura brasileira. Com 2 milhões de imagens que atravessam séculos, o Instituto quer preservar a memória valorizando nossa história, mas sempre de olho no futuro, acompanhando as inovações. A ideia é proporcionar acesso a obras em diversas plataformas, para o visitante decidir se mergulha ou boia no mar de opções que o Instituto oferece, seja para pesquisa ou entretenimento. ​As primeiras exposições que ocuparão os mais de 1.200 metros quadrados, apresentam trabalhos de artistas com linguagens visuais diferentes, reforçando a pluralidade da imagem na arte contemporânea. 

    Entre as mostras que marcam a inauguração da nova sede do Instituto Moreira Salles, destacamos a retrospectiva da obra do fotógrafo suíço Robert Frank. Um dos nomes mais importantes da história da fotografia da atualidade e que continua atuante no alto dos seus 93 anos. Para isso foram montadas duas exposições, de um lado a série Os Americanos, principal trabalho que projetou Frank para o mundo e Os livros e os filmes, que traça um panorama de sua produção em vários formatos de impressão e vídeos. Complementares, resumem o trabalho de uma vida.

     


    Os Americanos 
    Fruto de uma bolsa concedida pela Fundação Gugghenheim quando tinha 30 anos de idade, a exposição é resultado do denso documentário autoral, que durou cerca de 2 anos e originou mais de 28 mil fotografias. A série, com a edição final de 83 imagens, pertence à Maison Européenne de la Photographie de Paris e é uma das coleções completas da obra, com ampliações de 1980. Segundo o curador Sérgio Burgi, e coordenador de foto do IMS, "Frank fotografa em primeira pessoa; com composições inusitadas e experimentações técnicas, desenvolveu uma narrativa única". Com tema abrangente e olhar múltiplo, registrou personagens em recortes sociais, econômicos, culturais e políticos que deram origem a um livro homônimo, cuja versão brasileira será publicada pelo IMS. Na saga o fotógrafo nos revela toda sua inquietação e ousadia. Com forte caráter autoral, se tornou um marco da fotografia do século XX. Em sua cruzada pelos Estados Unidos de carro, privilegia a experimentação e o engajamento, com imagens que favorecem uma abstração mas que remetem a realidade americana no pós-guerra. Ao mesmo tempo q tem uma objetividade, também segue uma narrativa poética com uma linguagem visual que  ainda hoje é referência para gerações de fotógrafos e cineastas. Com itinerância limitada pelas condições técnicas de transporte e conservação, é uma rara oportunidade de apreciar a exposição e embarcar nessa viagem com o autor. A publicação reforça a importância dos Foto-livros, e foi fator decisivo para montagem da biblioteca especializada. 

     


    Os livros e os filmes
    A mostra apresenta o projeto desenvolvido em parceria com o renomado editor Gerhard Steidl, como o próprio nome diz, dos livros e filmes produzidos por Frank. Montagem itinerante com o material em formatos variados, conta com painéis e banners de até 3 metros de comprimento, impressos a cada edição em papel de imprensa. Nessa exposição, as fotografias de 24 livros são dispostas em sequências e fixadas diretamente na parede, sem molduras. Lado a lado com trechos de sua produção em filmes e vídeos, páginas e frames, revelam a intensidade de sua produção. Feita para estar "On The Road" como seu criador, a mostra é destruída após cada itinerância. Um passeio pelo universo de Frank, tão certeiro quanto improvável.

    Confira entrevista com Sérgio Burgi, curador da exposição do Robert Frank e coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, sobre o novo espaço cultural na Avenida Paulista e a exposição Americanos:https://www.youtube.com/watch?v=Kq0rtkeqEeU&feature=youtu.be


    Veja em paralelo a mais completa filmografia de Robert Frank no Brasil, com sessões onde serão exibidos 25 títulos  entre curtas, médias e longas-metragens. Confira a programação completa no site www.ims.com.br    


    Serviço: 
    Robert Frank | Os Americanos + Os livros e os filmes
    de 20 de setembro a 30 de dezembro 2017 
    IMS Paulista
    Avenida Paulista 2424
    Tel.: 2842-9120 
    Galeria 3 - 8º andar, de terça a domingo, das 10h às 20h / quinta, das 10h às 22h / Feriados (exceto segunda), das 10h às 22h
    Consulte a programação para horários e datas de eventos, cursos/oficinas, palestras e cinema
       

  • Série Encontros Fotojornalismo em pauta

     

    Palestra com o fotógrafo Toni Pires vai abordar os desafios enfrentados pelos repórteres fotográficos nos dias de hoje 


    Em busca de alternativas e soluções em épocas de crise, a Arfoc-SP realiza mais uma edição da Série Encontros para tratar de um assunto de interesse geral: os rumos da profissão. A situação que o país atravessa aliada às inovações tecnológicas, provocaram consideráveis mudanças nas redações e na forma de trabalhar. Vivemos uma era de transição e todos estão tendo que se adaptar, empresas e profissionais, para atender a demanda que as novas mídias exigem. O mercado de trabalho qual o conhecemos está sendo desconstruído e o futuro aponta para um profissional mais independente, que usa os múltiplos recursos da tecnologia, mas que em grande parte ainda precisa ser reinventado. 

    Para ajudar a entender essa nova ordem convidamos o fotógrafo Toni Pires, para falar da sua experiência e de como se destacar em um mercado cada vez mais amplo e competitivo. Pires já trabalhou no jornal Folha de São Paulo como repórter fotográfico e editor; com visão dos dois lados do balcão, vai dar dicas de como atuar mais e melhor. Desde 2010 é fotógrafo independente, desenvolvendo trabalhos para jornais e revistas estrangeiros. Atualmente dedica-se e estuda os novos caminhos do fotojornalismo com a utilização das redes sociais e segue produzindo reportagens em foto e vídeo. Segundo Toni, outro ponto importante é a relação com os editores. A abordagem pode ser determinante na apresentação de projetos e ensaios; saber "vender o peixe" é imprescindível para não morrer na praia. 

    A palestra pretende elucidar pontos e dar outras referências, para mostrar a importância de estarmos atentos e conectados com todas essas mudanças. Acreditamos que o intercâmbio de ideias é uma poderosa ferramenta de inovação e que pode abrir horizontes para poder avançar de modo mais produtivo e próspero.  

    Data: 03/07/2017 - 2ª feira
    Horário: 19:30
    Endereço: R Rego Freitas 530 - Arfoc-SP 

Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo

Rua Rego Freitas, 530, Sobreloja - Vila Buarque - São Paulo/SP - Cep: 01220-010 - Telefones: (11) 3257-3991 e (11) 99583-3686   Whatsapp