Mostra 'A falta que você faz', sobre desaparecidos

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Desde 24 de agosto de 2013, Mirian dos Santos Almeida não encontra seu filho Alison. "Mãe, tenha uma boa noite, um bom descanso. Mãe, eu te amo". Foi a última conversa que Mirian teve com o seu filho por telefone, em uma noite de agosto de 2013. — Foto: Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV

O Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe a exposição "A falta que você faz", realizada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a partir desta quarta-feira (12). A instalação conta a história de 16 famílias que sofrem com o desaparecimento de um familiar.

A mostra traz imagens da fotojornalista Marizilda Cruppe, feitas entre agosto de 2016 e dezembro de 2017.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que em 2017, 82.684 pessoas desapareceram.

Como o desaparecimento não é considerado crime, é feito apenas o boletim de ocorrência e não há investigação até haver a suspeita de um crime - um homicídio ou um sequestro, por exemplo. A lei também obriga que o desaparecimento de crianças e adolescentes até 18 anos seja investigado, bem como o de pessoas com transtorno mental.

Serviço

  • Exposição: "A falta que você faz"
  • Período: de 12 a 30 de setembro
  • Local: Museu da Imagem e do Som (MIS)
  • Endereço: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo - SP
  • Telefone: (11) 2117 4777
  • Horários: de terça a sábado, das 10 às 20 horas; domingos e feriados, das 9 às 18 horas
  • Entrada gratuita

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Dalva e Carlos Campioto esperam há dez anos por uma resposta sobre o paradeiro de seu filho, Leonardo de Souza Campioto, que desapareceu quando tinha 27 anos. A última vez que o viram, Leonardo brincava com o filho recém-nascido no sofá de casa. — Foto: Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV

 

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A família Capistrano espera há mais de quatro décadas alguma informação sobre o destino do marido, David Capistrano da Costa. Ele desapareceu junto com um amigo em março de 1974, e, desde então, sua família busca saber sobre o seu paradeiro. — Foto: Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV

 

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Em novembro de 1995, enquanto seguia um tratamentopsiquiátrico em um hospital da cidade, Teodomiro Bernardo dos Santos saiu pela porta da frente do estabelecimento e nunca mais foi visto pela sua família. — Foto: Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV

 

Publicação original: G1

 

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